Lídia Jorge vence Prémio Pessoa 2025 (atualizado)
Lídia Jorge foi distinguida com a 39.ª edição do Prémio Pessoa, a sétima mulher a vencer um dos mais importantes galardões a nível nacional. A romancista algarvia, nascida em Boliqueime, é agraciada no mesmo ano em que foi escolhida para presidir à Comissão do Dia de Portugal, de Camões e das comunidades portuguesas, celebrado em Lagos.
O presidente do júri Francisco Pinto Balsemão destacou que "a carreira literária de Lídia Jorge se iniciou com uma sucessão de títulos que a consagraram, de imediato, no panorama literário português e internacional".
Sublinhou que "a sua obra - que abrange ainda o conto, o teatro, a poesia, a literatura infantil, o ensaio e a crónica - está traduzido em mais de 20 língua e é objeto de estudo académico em universidades de todo o mundo", lembrando que Lídia Jorge recebeu "vários dos principais prémios literários portugueses, bem como distinções internacionais".
Lembrou ainda a publicação dos livros "O Dia dos Prodígios", de 1980, "O Cais das Merendas", de 1982, "Notícia da Cidade Silvestre", de 1984, e a "Costa dos Murmúrios" de 1988, a que se seguiu uma "produção literária constante, mais recentemente os romances 'O Estuário', de 2018, e 'Misericórdia', de 2022".
O Prémio Pessoa é atribuído anualmente a portugueses que se tenham distinguido na vida científica, artística ou literária. Foi instituído em 1987 pelo jornal Expresso e é patrocinado pela Caixa Geral de Depósitos.
O Conselho Diretivo da CCDR ALGARVE saúda publicamente Lídia Jorge pelo seu inestimável contributo para a projeção global da língua portuguesa, da região do Algarve e da sua terra natal, Loulé.
Município de Loulé felicita vivamente Lídia Jorge por distinção com Prémio Pessoa 2025
A Câmara Municipal de Loulé felicita publicamente a escritora louletana Lídia Jorge por mais uma importante distinção, a atribuição do Prémio Pessoa. O anúncio da vencedora da edição de 2025 deste prestigiado galardão foi feito esta quinta-feira.
Lídia Jorge é uma das mais ilustres personalidades do concelho de Loulé do último século, voz ativa da cultura portuguesa do Pós-25 de Abril com influência em todo o mundo. A escritora, romancista, poetisa, cronista e ensaísta tem contribuído de forma marcante para a projeção internacional da cultura lusófona, em particular da literatura. Temas como o colonialismo, a democracia, a liberdade, o papel da mulher têm merecido um olhar atento desta algarvia, em obras que como “O Dia dos Prodígios”, “A Costa dos Murmúrios”, “Os Memoráveis” ou “Misericórdia”.
Esta é uma distinção ímpar e que se vem juntar à vasta lista de prémios que Lídia Jorge recebeu ao longo da sua carreira, dos quais se destacam o Prémio Jean Monnet de Literatura Europeia (2000), Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores (2002 e 2022), Prémio Albatros da Fundação Günter Grass (2006), Prémio Luso-Espanhol de Arte e Cultura (2014), Prémio Urbano Tavares Rodrigues (2015), Prémio FIL de Literatura em Línguas Românicas de Guadalajara (2020), Prémio Eduardo Lourenço Centro de Estudos Ibéricos 2023), entre outros.
Tem merecido várias distinções académicas, e também esta semana foi-lhe atribuído pela Universidade dos Açores o Doutoramento Honoris Causa.
“Para o Município de Loulé é um enorme orgulho contar com uma figura de relevo internacional como a Lídia Jorge que tem sido uma verdadeira embaixadora (de alma e coração) deste território, levando o nome do nosso concelho além-fronteiras. A sua presença enriquece-nos, inspira-nos e responsabiliza-nos enquanto comunidade e, como tal, congratulamo-nos com esta distinção maior, uma das mais relevantes atribuídas no nosso país, que consagra o seu percurso, a sua obra e a sua sensibilidade literária, mas também a forma como olha para as grandes questões do nosso tempo. Lídia é uma inspiração para todos nós, mas deve ser sobretudo uma inspiração para os nossos jovens. Muitos parabéns, Lídia Jorge!”, declara o presidente da Câmara de Loulé, Telmo Pinto.
Inspirado no maior vulto da cultura nacional do século XX, o poeta Fernando Pessoa, o Prémio Pessoa é uma iniciativa do jornal Expresso e da Caixa Geral de Depósitos, que distingue anualmente uma figura portuguesa com um contributo relevante para a vida artística, literária, cultural ou científica do país. Entre os laureados desde que o Prémio foi instituído, em 1987, estão nomes como ou o algarvio António Ramos Rosa (1988), João Lobo Antunes (1996), Eduardo Souto de Moura (1998), Luís Miguel Cintra (2005), Eduardo Lourenço (2011) ou José Tolentino de Mendonça (2023).
Município de Faro congratula escritora Lídia Jorge pelo Prémio Pessoa 2025
Escritora algarvia, que acumulou inúmeras distinções, foi reconhecida em 2024 pela Assembleia Municipal de Faro com o prémio “Poesia, Liberdade Livre”.
O Município de Faro congratula publicamente a escritora algarvia Lídia Jorge pela atribuição do Prémio Pessoa 2025.
Autora e personalidade de grande prestígio nacional e internacional, Lídia Jorge, nasceu em Boliqueime e estudou em Faro, no Liceu Nacional, onde começou a ganhar o gosto pelas letras e pelo teatro. Licenciou-se em Filologia Românica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, tendo sido professora do ensino secundário em Portugal, Angola e Moçambique, durante os últimos anos da guerra colonial.
Começaria a sua carreira literária em 1980, tendo atualmente uma obra vastíssima e profundamente ecléctica, que conta com romances, contos, ensaios, literatura infantil, peças para teatro, poesia ou crónicas, estando traduzida em mais de 20 línguas.
Ao longo da sua carreira, foi reconhecida com inúmeros prémios literários e condecorações nacionais e internacionais, tendo sido, entre muitos outros, condecorada em 2025 com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique de Portugal ou, em 2013, considerada pela revista francesa Magazine Littéraire como uma das 10 vozes mais importantes da literatura estrangeira. Foi ainda reconhecida cátedras por várias universidades, nacionais e estrangeiras, e em 2015, recebeu o Doutoramento Honoris Causa pela Universidade do Algarve.
No âmbito da sessão solene do 25 de abril, no ano passado, a Assembleia Municipal de Faro atribuiu igualmente a Medalha da Liberdade Livre a Lídia Jorge, uma distinção honorífica em homenagem ao poeta António Ramos Rosa e à sua obra “Poesia, Liberdade Livre”, reconhecendo a sua obra e o compromisso da escritora com a liberdade e a democracia.
Na ocasião de mais este importante galardão, que sublinha o seu contributo na projeção da literatura e da língua portuguesa no mundo, o Município de Faro celebra a escritora Lídia Jorge e salienta a importância do seu legado para toda a região do Algarve, para o País e para a história da cidade de Faro.
Ademar Dias





