ARCM reúne com o Presidente da Câmara Municipal de Faro
Em Faro, a Associação Recreativa e Cultural de Músicos - ARCM - reuniu com o Presidente da Câmara Municipal de Faro e reafirmou a vontade de encontrar solução estável para as suas instalações, refutando a existência de riscos imediatos para os seus utilizadores.
Aqui fica o comunicado, na íntegra:
«ARCM reúne com o Presidente da Câmara Municipal de Faro e reafirma vontade de encontrar solução estável para as suas instalações, refutando a existência de riscos imediatos para os seus utilizadores.
A Direção e um dos fundadores da Associação Recreativa e Cultural de Músicos — ARCM, Armindo Silva, reuniu com o Presidente da Câmara Municipal de Faro no passado dia 26 de maio, num encontro dedicado à história e situação atual da associação, às condições de funcionamento das suas instalações e à necessidade de encontrar uma solução estável, segura e duradoura para o desenvolvimento da sua atividade cultural, educativa e comunitária. Uma solução que não pode comprometer a sustentabilidade e viabilidade em todas as suas dimensões, incluindo a financeira.
A ARCM procura há muitos anos uma resposta definitiva para as suas instalações. Ao longo deste percurso, que conta já com 36 anos, a associação desenvolveu, em parceria com o município, já três projetos próprios para garantir condições adequadas ao seu crescimento, à atividade da Escola de Música Moderna do Sul e à dinamização cultural que promove diariamente. Paralelamente, a própria Fábrica da Cerveja foi objeto de pelo menos dois projetos municipais. Um primeiroconsubstanciado num concurso de ideias de arquitetura (em 2020) e no último, apresentado no contexto da candidatura Faro 2027 Capital Europeia da Cultura, foi prometida a integração de um espaço destinado à associação, numa apresentação que decorreu nas próprias instalações ocupadas pela ARCM.
A ARCM considera essencial que esse compromisso seja concretizado. Desde 2024, a ARCM tem vindo a trabalhar com a Câmara Municipal de Faro no sentido de acautelar todos os aspetos legais, técnicos e funcionais necessários ao bom funcionamento da associação, nomeadamente no que respeita ao licenciamento, segurança, condições de utilização e implementação das Medidas de Autoproteção, cuja implementação, orientadapor empresa certificada para o efeito, se iniciou nesse ano. Este trabalho tem sido desenvolvido com sentido de responsabilidade, cooperação institucional e preocupação permanente com a segurança de alunos, músicos, trabalhadores, públicos, artistas e demais utilizadores do espaço, mas naturalmente perturbado pela mudança de executivo.
No âmbito desse processo de implementação das Medidas de Autoproteção, a ARCM, que foi notificada e fiscalizada devido a uma denúncia anónima, irá responder à Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, prestando os esclarecimentos necessários e reiterando a sua total disponibilidade para colaborar com todas as entidades competentes. A associação sublinha, contudo, que a resolução plena destas matérias depende também da clarificação e regularização de aspetos que cabem ao proprietário do edifício, o Município de Faro, designadamente os elementos necessários à instrução dos procedimentos administrativos e técnicos aplicáveis, nomeadamente a licença de utilização do edifício e de pequenas reparações na cobertura, neste que foi um ano excecionalmente pluvioso e para cuja necessidade o executivo anterior foi informado por diversas vezes, chegando a receber propostas de orçamentos que a própria associação recolheu.
A ARCM reafirma que não pretende criar um conflito institucional. Pelo contrário, pretende continuar a percorrer o já longo caminho de encontrar uma solução séria, transparente e estruturada, que permita proteger a vasta atividade cultural existente, garantir condições de segurança e assegurar o futuro de um projeto que é reconhecidamente relevante para Faro, para o Algarve e para o País.
A associação recorda que a sua atividade não se limita à programação de eventos. A ARCM acolhe salas de ensaio, formação musical, ensino técnico, residências artísticas, concertos, projetos comunitários, dezenas de parcerias com outras entidades e iniciativas de apoio a criadores locais e regionais. É, por isso, uma infraestrutura cultural viva, com impacto direto no desenvolvimento artístico, educativo, social e económico da cidade e da região.
A cultura independente, a formação musical e a criação artística precisam de espaço, estabilidade e reconhecimento. A ARCM continuará a fazer a sua parte.
Faro, 26 de maio de 2026
A Direção da Associação Recreativa e Cultural de Músicos de Faro — ARCM»
Ademar Dias




