Mais de 880 mil recibos verdes em Portugal
Em Portugal há mais de 880 mil trabalhadores a recibos verdes.
Os chamados «trabalhadores por conta própria como isolados», contabilizavam 883 600 indivíduos no final do primeiro trimestre, menos 0,2% do que no primeiro trimestre de 2006.
Os dados são adiantados hoje, dia de greve geral, pelo jornal Público. |
É alto o número de trabalhadores que não podem fazer greve sem correr o risco imediato de perder o trabalho. Os contratados a prazo, os falsos recibos verdes, os temporários, os subempregados, são estes os trabalhadores do século XXI.
O Público centra a sua notícia nas dificuldades que estes trabalhadores têm.
«Quem trabalha debaixo de um falso trabalho independente não pode fazer greve. Não pode ter uma gravidez de risco. Não pode fazer férias. Não pode necessitar de uma intervenção cirúrgica», sintetiza o artigo citando uma jovem psicóloga especializada na prestação de serviços a recibo verde.
Segundo sugere o jornal Público, mais de um quinto da população empregada «encontra-se hoje inibida de exercer um direito constitucional.»
Assim sendo, o número de trabalhadores que não pode exercer o direito à greve, direito reconhecido na Constituição, pode mesmo ultrapassar os mil milhões de indivíduos.
Como tal, o combate à precariedade no trabalho promete continuar.
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