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O ministro disse, na comissão parlamentar sobre a suspensão das reformas antecipadas, que em Maio, a Segurança Social contabilizava 176 mil pensionistas com reforma antecipada, o que corresponde a «10% do total das reformas».
Mota Soares sublinhou que, só no primeiro trimestre deste ano, os pedidos de reformas antecipadas aumentaram 49% face a igual período em 2011, ou seja, se o Governo não tivesse suspendido as reformas antecipadas, o número seria «três vezes maior» no final deste ano face a 2011.
O ministro reiterou que esta medida permite uma poupança de 450 milhões de euros em 2012 e 2013.
«O Governo está obrigado a uma atenção redobrada. Se o Governo nada fizesse, a escalada das reformas antecipadas iria continuar. Em 2010, o número de novas reformas antecipadas foi 18 mil, em 2011 já estava em 27 mil. Em 2012, estávamos a verificar um aumento de 49%», afirmou Mota Soares.
«Compreendo quem se queira reformar antecipadamente, mas [não tomar a medida] arriscaria a sustentabilidade da Segurança Social», frisou o governante.
Respondendo às acusações do deputado socialista Pedro Marques de que o Executivo agiu às escondidas, Mota Soares retorquiu que «a única forma de tomar uma medida como esta era fazê-lo de forma reservada, para evitar um efeito de chamada», que se traduziria numa verdadeira corrida às reformas, que levaria, segundo as suas estimativas, a um aumento de 30% nos pedidos de reformas antecipadas, o que custaria 150 milhões de euros ao Estado.
Ademar Dias
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