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Inquérito ajuda INEM a melhorar

O reforço de pessoal e uma melhor divulgação de como funciona o sistema integrado de emergência médica, são algumas das áreas que o presidente do INEM identificou como prioritárias na actuação do instituto.


Abílio Gomes falava à Lusa a propósito do inquérito de Satisfação do Utente que revela que a maioria dos inquiridos está "globalmente satisfeita" com os serviços do INEM.


Contudo, o presidente do instituto disse que o objectivo central do inquérito, mais do que conhecer a satisfação dos utentes, foi "identificar os pontos onde é possível melhorar".

Assim, segundo o responsável, o estudo permitiu concluir que é necessário aperfeiçoar o sistema de comunicação e informático e melhorar a capacidade de envio de sinais, clínicos, electrocardiográficos e outros.

Em relação ao reforço de pessoal, o presidente do INEM disse que foi já lançado um concurso para técnicos de ambulância de emergência, que "serão integrados nas funções onde estão mais deficitários".

Numa análise por regiões, o inquérito de Satisfação do Utente revela que os utentes menos satisfeitos são os do Algarve, quer a nível do atendimento telefónico, quer da actuação das equipas de socorro.

Na tabela da insatisfação seguem-se os utentes de Lisboa, ao contrário, no centro e norte, os portugueses que recorreram ao INEM revelam-se globalmente mais satisfeitos.

Em todo o país, 80,2% dos inquiridos recomendaria o INEM a um familiar ou amigo.

O inquérito de Satisfação do Utente foi realizado entre Abril e Outubro, através de 1522 entrevistas telefónicas, que pontuaram o atendimento e a actuação do instituto, com notas entre os "17 e os 20 valores".

A sondagem foi dividida em três grupos: o contacto para o 112, o atendimento telefónico e a atuação das equipas de socorro.

Na primeira parte - ligar para o 112 - os números foram "animadores" e revelaram que "92%" dos inquiridos ligou o 112 quando necessitou de ajuda. Doença e acidente constituem as principais causas de contacto.

Em relação ao atendimento telefónico, de acordo com os dados revelados à Lusa, 46% dos inquiridos disse estar muito satisfeito no que concerne ao atendimento nas centrais 112, atribuindo nota máxima, e 38% atribuiu quatro, na escala de um a cinco.

Sobre a actuação das equipas de socorro, o estudo revelou que os utentes demonstraram conhecer as principais diferenças que distinguem as equipas do INEM das equipas de socorro dos bombeiros ou da Cruz Vermelha.

A perceção dos tempos de espera revelou que 70% dos inquiridos dizem ter esperado até 20 minutos pelo socorro.

Das características apontadas como menos agradáveis para os cidadãos, Abílio Gomes salientou a disponibilidade para o atendimento, nomeadamente no que se refere às perguntas a que os utentes são submetidos pela triagem do CODU.

"A perceção que os cidadão tem do tempo está claramente alterada, o que é natural dada a situação, muitas vezes, de pânico em que se encontram", considerou.
Contudo, Abílio Gomes apela à compreensão dos cidadãos para a necessidade destes questionários.

"Essas perguntas são fundamentais para que o socorro seja adequado e para que não seja enviado um meio que efectivamente não se justifica. Os cidadãos devem perceber que o questionário é importante porque dele tudo depende, devendo, naturalmente, ser feito da forma mais concentrada possível", frisou.




Data: 8 de Fevereiro de 2010
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