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Crianças e jovens consultam Internet para plagiar

As crianças e jovens recorrem cada vez mais à Internet para fazerem os trabalhos escolares. No entanto, o objectivo é sobretudo plagiar, não fazer pesquisas, alerta a investigadora Cristina Ponte, coordenadora do EU Kids Online Portugal.
«As crianças vão à Internet fazer pesquisa para o trabalho escolar e muitas vezes essa pesquisa é um plágio», disse à Agência Lusa a investigadora, a propósito do Dia Europeu da Internet Segura, assinalado neste dia 9 de Fevereiro.

Segundo Cristina Ponte, muitos estudantes pensam que fazer uma pesquisa é «escrever o tema no google, ver o que aparece», fazer a impressão e entregar na escola, desconhecendo muitas vezes que estão a fazer um plágio e os «efeitos negativos na qualidade do conhecimento que se adquire».

A investigadora da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa considerou que os pais devem intervir, perguntando aos filhos como estão a fazer o trabalho. Cristina Ponte disse também que os professores na escola «devem contrariar este método».

A coordenadora do EU Kids Online Portugal, projecto que desde 2006 faz pesquisas a nível europeu sobre os usos da Internet, telemóvel e outras tecnologias em linha por parte das crianças, sublinhou que os pais portugueses «não têm ideia de tudo o que as crianças fazem na Internet».

Segundo Cristina Ponte, «os pais dizem que os filhos utilizam a Internet para a preparação dos trabalhos da escola e para a comunicação com os colegas, mas quando se pergunta a uma criança o que faz com a Internet, vê-se que tem muito mais actividades» do que as enumeradas pelos pais.

Segundo o último Eurobarómetro, divulgado em Dezembro de 2008, um terço dos pais portugueses, com filhos entre os 6 e os 16 anos, afirma que «não utiliza nada» a Internet, recordou.

A EU Kids Online está a actualmente a desenvolver uma investigação em 25 países europeus, entre os quais Portugal, sobre o uso de tecnologias digitais, experiências e preocupações sobre risco e segurança on-line dos filhos por parte dos pais.

A investigação, que deverá estar concluída no verão, consiste num inquérito a mil crianças de cada país com idades entre os 09 e os 16 anos e aos pais.




Data: 8 de Fevereiro de 2010
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