Portugueses voltam a estar otimistas com a sua vida

A opinião dos portugueses sobre a sua vida pessoal é agora positiva. Tal como noutros países europeus, a melhoria sentida em matérias de condições de trabalho contribui para esta avaliação.

 

A opinião dos portugueses sobre a sua vida pessoal é agora positiva. Tal como noutros países europeus, a melhoria sentida em matérias de condições de trabalho contribui para esta avaliação.

Os dados do Observador Cetelem mostram que a confiança e o otimismo, em Portugal, registam agora um resultado positivo, de 5,1 pontos, numa escala de 0 a 10. Em 2016 o valor registado era negativo, de 4,7. Ainda assim, os portugueses estão entre os mais pessimistas da Europa.

A média europeia é de 5,5 pontos, com os austríacos a somarem 6,4 pontos e a liderarem o ranking, seguidos de perto por dinamarqueses e britânicos, ambos com 6,3. Abaixo de Portugal apenas a Bulgária e a Hungria, com 4,2 pontos.

Ainda segundo o Observador Cetelem, 42% dos portugueses têm a expetativa de que a sua situação vai melhorar nos próximos dois anos. No entanto, a maioria assume-se pessimista com o seu futuro e dos seus filhos.

Na esteira destes resultados, os portugueses parecem acreditar que, pelo menos a curto prazo, o melhor ainda está para vir. Para 42% dos inquiridos a sua vida vai melhorar nos próximos dois anos, mais 10 pontos percentuais que a média global do estudo. Apenas os romenos, onde 50% dos inquiridos acreditam na melhoria da sua situação a curto prazo, dinamarqueses, com 49%, e eslovacos, 44%, estão acima do otimismo nacional. 16% dos portugueses demonstram menos confiança, valor bem abaixo da média europeia de pessimistas, que é de 23%. A Dinamarca é o país onde menos consumidores pensam que as suas condições de vida vão piorar, 12%. No polo oposto, os países mais pessimistas são a França e a Áustria, com 29% de respostas nesse sentido entre os inquiridos pelo Observador Cetelem Consumo 2017.

 

Limites ao otimismo

No entanto, o otimismo parece ter limite temporal, pois os portugueses mostram-se bem mais pessimistas quanto ao futuro. A saúde acaba mesmo por ser o aspeto no qual mais confiam a prazo, pelo menos 58% dos inquiridos. Abaixo do limiar dos 50% encontram-se as mais variadas matérias. Assim, apenas 48% dos portugueses estão otimistas no futuro, 43% na evolução do seu poder de compra, 38% no futuro da empresa que gere ou onde trabalha, 32% no futuro dos filhos e 24% no futuro das próximas gerações.

Há ainda alguns dados surpreendentes. Desde logo, e ao contrário do que tantas vezes transparece, os portugueses manifestam ter elevada autoconfiança, com 92% dos inquiridos a assumir essa postura. Este é um valor superior à média global de 87% e muito próximo de alemães e austríacos, que lideram esta categoria com 96%. Por fim, apenas um terço diz confiar na sociedade atual; 45% acreditam no ser humano e 61% dos consumidores veem o progresso de forma positiva.

Ademar Dias

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