Incêndios levaram 4,5% do território português

Incêndios queimaram mais de 418 mil hectares de floresta em 2017.

 

Os incêndios florestais consumiram, este ano, mais de 418 mil hectares, sendo o segundo pior ano de sempre depois de 2003, indica o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).

O relatório provisório do ICNF adianta que, entre 1 de janeiro e 16 de outubro, registou-se um total de 16.613 ocorrências de fogo, que resultaram em 418.087 hectares de área ardida em espaços florestais, entre povoamentos (248.515 hectares) e matos (169.572 hectares).

O valor total ardido equivale a 4,5% da área de Portugal.

“Comparando os valores do ano de 2017 com o histórico dos 10 anos anteriores, assinala-se que se registaram menos 1% de ocorrências e mais 407% de área ardida relativamente à média anual do período. O ano de 2017 apresenta, até ao dia 16 de outubro, o sexto valor mais elevado em número de ocorrências e o valor mais elevado de área ardida, desde 2007."

Segundo os dados, o pior ano de sempre em área ardida registou-se em 2003 (425.839 hectares), seguido de 2017 (418.087 ha) e de 2005 (339.089 ha).

A 18 de outubro, o Sistema Europeu de Informação de Incêndios Florestais (EFFIS), que apresenta as áreas ardidas cartografadas em imagens de satélite, indicava que os fogos tinham consumido este ano 519.748 hectares de florestas, 240.767 hectares dos quais na primeira quinzena de agosto.

Os dados do sistema português, validados no terreno, destacam que a maior área ardida ocorreu entre 1 e 16 de outubro, com um total de 200.890 hectares, o que corresponde a 48% do total da área queimada do ano, seguido dos meses de agosto (73.502 hectares) e de julho (65.007).

Em relação ao número de ocorrências de fogo, o mês de agosto é o que apresenta maior número, com um total de 3.736 ocorrências (22% do total), e em segundo lugar aparece a primeira quinzena de outubro, com 2.549 fogos.

O ICNF sublinha que, “face às condições meteorológicas adversas, favoráveis à propagação de incêndios florestais, a Autoridade Nacional de Proteção Civil decretou, até à data, 108 dias de alerta especial de nível amarelo ou superior do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais (DECIF), onde se destaca o período continuado de 1 a 16 de outubro”.

Da análise do índice de severidade diário (que determina a duração e severidade das épocas de incêndios), 2017 é o segundo ano mais severo dos últimos 15, ultrapassado apenas por 2005.

O maior número de ocorrências de fogo ocorreu nos distritos de Porto (4.244), Braga (1.716) e Viseu (1.644), enquanto o distrito mais afetado, no que toca à área ardida, é Coimbra com 104.744 hectares, cerca de 25% da área total, seguido de Castelo Branco com 52.718 hectares (13% do total) e de Viseu com 51.929 hectares (12% do total).

Segundo aquele organismo, até 16 de outubro há registo de 1.245 reacendimentos, menos 18% do que a média anual do período 2007-2016.

O relatório do ICNF dá ainda conta que se registaram este ano 188 “grandes incêndios florestais”, que queimaram 389.780 hectares de espaços florestais, cerca de 93% da área ardida.

 

Os incêndios mais devastadores

Os incêndios que deflagram a 15 de outubro consumiram 190.090 hectares de floresta, quase metade (45%) da área ardida este ano.

Segundo o mesmo relatório, os dois incêndios que consumiram mais área ardida a 15 de outubro ocorreram ambos no distrito de Coimbra, tendo o do concelho da Lousã queimado 43.941 hectares e o de Oliveira do Hospital 43.191. Estes dois fogos foram também os maiores registados em 2017.

As centenas de incêndios que deflagraram no dia 15 de outubro, o pior dia de fogos do ano, segundo as autoridades, provocaram 45 mortos, cerca de 70 feridos, perto de uma dezena dos quais em estado grave, obrigando ainda à evacuação de localidades e ao realojamento de populações.

Os dados provisórios do ICNF indicam que o incêndio de Pedrógão Grande, em junho, consumiu uma área de 27.364.

Ao longo de 2017, registaram-se ainda “grandes incêndios florestais” no concelho da Sertã (Castelo Branco), que a 23 de julho consumiu 29.758, e na Pampilhosa da Serra (Coimbra), que a seis de outubro devastou 30.142 hectares.

 

Ademar Dias

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