Cerca de 5.700 reações adversas a medicamentos em 2016

Secretário de Estado da Saúde, Manuel Delgado, assumiu que é necessário que haja mais deteção de reações adversas de medicamentos para “sinalizar melhor as situações reais na vida das pessoas, permitindo tentar prevenir, no futuro, esses efeitos adversos”.

 

Cerca de 5.700 reações adversas a medicamentos foram notificadas em Portugal no ano passado, um número que as autoridades querem aumentar para melhor conhecer os riscos dos fármacos e poder preveni-los.

Dados da Autoridade do Medicamento (Infarmed) mostram que em 2016 foram notificadas 5.698 reações adversas a medicamentos. Os dados de 2015 são semelhantes, com 5.690 reações notificadas.

Do total de notificações de reações adversas no ano passado, mais de 4.400 dizem respeito a reações consideradas graves.

O secretário de Estado da Saúde, Manuel Delgado, assumiu que é necessário que haja mais deteção de reações adversas de medicamentos, para “sinalizar melhor as situações reais na vida das pessoas, permitindo tentar prevenir, no futuro, esses efeitos adversos”.

Também Fátima Canedo, diretora de Gestão do Risco de Medicamentos do Infarmed, insiste na necessidade de conhecer melhor a realidade dos efeitos adversos dos fármacos.

“Costumo usar a comparação do icebergue. Só vemos a pontinha, precisamos de conhecer o que está escondido. Quanto mais notificações existirem, mais conhecemos o risco do medicamento e mais seguro ele se torna e podemos prevenir e tomar medidas nesse sentido”, afirmou a responsável aos jornalistas.

Durante a inauguração da Unidade de Farmacovigilância do Infarmed, em Lisboa, Fátima Canedo explicou que, em termos de metas quantitativas, a referência da Organização Mundial da Saúde (OMS) é de 250 notificações por milhão de habitantes.

Portugal regista menos de 6.000 notificações de reações adversas e, deste total, apenas 4% estão na área de abrangência da nova unidade de farmacovigilânica, que abrange vários concelhos do distrito de Lisboa e de Leiria, além dos Açores e da Madeira.

“Temos uma população muito grande e rondamos os três mil médicos e farmacêuticos”, reconheceu Fátima Canedo.

Em termos nacionais, das cerca de 5.700 reações adversas a medicamentos registadas, mais de 2.700 foram notificadas pela própria indústria e mais de 2.900 pelos profissionais de saúde e também por utentes.

Contudo, a participação dos utentes na comunicação de reações adversas é ainda residual, como admitiu Fátima Canedo.

O Infarmed tem tentado, através de campanhas, incentivar os utentes a participarem as reações adversas que sintam com os medicamentos, o que pode ser feito eletronicamente através do site da autoridade do medicamento.

Trata-se de explicar aos cidadãos que os medicamentos têm o potencial de tratar, mas também comportam riscos e que, apesar de os medicamentos autorizados e comercializados serem seguros e eficazes, podem surgir reações adversas.

A unidade de farmacovigilância ontem inaugurada no Infarmed é a quarta que entra em funcionamento desde dezembro do ano passado, passando Portugal a ter um total de oito unidades que pretendem, no fundo, analisar melhor o risco e benefício dos medicamentos.

 

Ademar Dias

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