83% dos portugueses receiam comunicar dados online

Consumidores portugueses ainda demonstram alguma resistência à compra de produtos por via eletrónica ou à utilização da Internet para práticas colaborativas.

 

Os consumidores portugueses ainda demonstram alguma resistência à compra de produtos por via eletrónica ou à utilização da Internet para práticas colaborativas.

No caso da partilha ou comunicação dos seus dados pessoais a certas marcas ou sites de compras online, os inquiridos nacionais são mesmo os mais desconfiados, com 83% de respostas nesse sentido.

Por outro lado, os resultados apontam para uma maior confiança na Internet ou nas redes sociais, face à média dos países que integram o estudo do Observador Cetelem Consumo 2017.

Os consumidores portugueses são os mais desconfiados quanto a comunicar os seus dados pessoais por via online junto de certas marcas ou sites. Assim, 83% dos inquiridos nacionais mostram-se preocupados (30% referem mesmo estar muito preocupados) com esta prática, um valor 19 pontos percentuais acima da média do estudo, apenas seguidos de perto pelos consumidores espanhóis, com 81% de consumidores preocupados. Pelo contrário, tanto dinamarqueses como húngaros demonstram ser os mais tranquilos com a partilha de informação pessoal na Internet, pois apenas 49% dos inquiridos se mostram desconfiados com esta matéria.

O estudo do Observador Cetelem Consumo 2017 aponta, ainda, para certa desconfiança que os portugueses nutrem em relação ao comércio por via online, embora não se situem muito abaixo da média dos países europeus considerados. Assim, e quando pretendem efetuar compras na Internet, os inquiridos nacionais estão entre aqueles que menos confiam na descrição dos produtos, 70%, 4% abaixo da média global. Quanto aos prazos de entrega, os portugueses revelam, igualmente, algumas dúvidas, pois apenas 68% asseguram confiar, menos 6% que o valor médio. Já o serviço pós-venda é mesmo a matéria que maiores dúvidas levantam, com 60% de opiniões favoráveis, embora, neste caso, muito próximo da média, que é apenas mais 1 ponto percentual.

Em contrapartida, os portugueses confiam mais nas opiniões e comentários de outros consumidores que encontrem na Internet – 66%, mais 1% que os números globais do estudo.

No que concerne às práticas colaborativas online, e apesar de 63% dos portugueses utilizarem a Internet para comprar diretamente junto de produtores locais (mais 5% que a média global), por tendência têm menores hábitos de consumo colaborativo por via eletrónica. É o caso da compra ou venda a particulares de objetos, livros ou vestuário usado, que em Portugal não ultrapassa os 39%, contra os 44% de média, a partilha automóvel (9%, menos 5 pontos percentuais que o valor médio do estudo), ou a troca de bens ou serviços entre particulares, 24%, menos 8% que a média. Refira-se, ainda, que o aluguer de casas ou apartamentos entre particulares é, no nosso caso, de 16%, o mesmo que o registado na média dos 15 países que constituem o estudo do Observador Cetelem Consumo 2017.

Por fim, e apesar das reservas às compras online, 43% dos portugueses confiam na Internet, o que representa mais 3% que a globalidade do estudo. E mesmo as redes sociais acabar por merecer maior confiança dos inquiridos nacionais, face ao valor médio dos seus congéneres, 32% no caso português, mais 1 ponto percentual que a média.

 

Ademar Dias

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